domingo, 5 de outubro de 2014

Vídeo de como fazer um arranhador para seu gato


Vídeos de Gatos Fofos


Videos engraçados de gatos


                                                    Gato ao crepúsculo

Poeminha de louvor ao pior inimigo do cão

Gato manso, branco,
Vadia pela casa,
Sensual, silencioso, sem função.
Gato raro, amarelado,
Feroz se o irritam,
Suficiente na caça à alimentação.
Gato preto, pressago,
Surgindo inesperado
Das esquinas da superstição.
Cai o sol sobre o mar.
E nas sombras de mais uma noite,
Enquanto no céu os aviões
Acendem experimentalmente suas luzes verde-vermelho-verde,
Terminam as diferenças raciais.
Da janela da tarde olho os banhistas tardos
Enquanto, junto ao muro do quintal,
Os gatos todos vão ficando pardos.

Millôr Fernandes

Ode ao gato

Ode ao gato

    Os animais foram 
    imperfeitos, 
    compridos  de rabo, tristes 
    de cabeça. 
    Pouco a pouco se foram 
    compondo, 
    fazendo-se paisagem, 
    adquirindo pintas, graça, vôo. 
    O gato, 
    só o gato 
    apareceu completo 
    e orgulhoso: 
    nasceu completamente terminado, 
    anda sozinho e sabe o que quer.
    O homem quer ser peixe e pássaro
    a serpente quisera ter asas,
    o cachorro é um leão desorientado,
    o engenheiro quer ser poeta,
    a mosca estuda para andorinha,
    o poeta trata de imitar a mosca,
    mas o gato
    quer ser só gato
    e todo gato é gato
    do bigode ao rabo,
    do pressentimento à ratazana viva,
    da noite até os seus olhos de ouro.
    Não há unidade
    como ele,
    não tem
    a lua nem a flor
    tal contextura:
    é uma coisa só
    como o sol ou o topázio,
    e a elástica linha em seu contorno
    firme e sutil é como
    a linha da proa
    de uma nave.
    Os seus olhos amarelos
    deixaram uma só
    ranhura
    para jogara as moedas da noite
    Oh pequeno
    imperador sem orbe,
    conquistador sem pátria
    mínimo tigre de salão, nupcial
    sultão do céu
    das telhas eróticas,
    o vento do amor
    na imterpérie
    reclamas
    quando passas
    e pousas
    quatro pés delicados
    no solo,
    cheirando,
    desconfiando
    de todo o terrestre,
    porque tudo
    é imundo
    para o imaculado pé do gato.
    Oh fera independente
    da casa, arrogante
    vestígio da noite,
    preguiçoso, ginástico
    e alheio,
    profundíssimo gato,
    polícia secreta
    dos quartos,
    insignia
    de um
    desaparecido veludo,
    certamente não há
    enigma
    na tua maneira,
    talvez não sejas mistério,
    todo o mundo sabe de ti e pertence
    ao habitante menos misterioso,
    talvez todos acreditem,
    todos se acreditem donos,
    proprietários, tios de gatos, companheiros,
    colegas,
    discipulos ou amigos
    do seu gato.
    Eu não.
    Eu não subscrevo.
    Eu não conheço o gato.
    Tudo sei, a vida e seu arquipélago,
    o mar e a cidade incalculável,
    a botânica,
    o gineceu com os seus extravios,
    o pôr e o mesmos da matemática,
    os funis vulcânicos do mundo,
    a casaca irreal do crocodilo,
    a bondade ignorada do bombeiro,
    o atavismo azul do sacerdote,
    mas não posso decifrar um gato.
    Minha razão resvalou na sua indiferença,
    os seus olhos tem números de ouro.
    (Navegaciones y Regresos, 1959)
                                                                    Pablo Neruda



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

53 curiosidades sobre gatos



  • Os gatos puros brancos com olhos azuis são muitas vezes propensos à surdez
  • Os gatos usam os bigodes para medirem as distâncias
  • Um cérebro de um gato tem mais similaridades com o cérebro humano do que um cão
  • Os gatos andam com os dedos
  • O padrão do nariz de um gato é tal e qual a impressão digital de um humano, é único
  • À noite os gatos veem 6 vezes melhor do que os humanos
  • Os gatos necessitam de 5 vezes mais proteína do que os cães, por isso, não se deve dar comida de cão a um gato
  • Os gatos passam cerca de 30% do tempo a limparem-se e pentearem-se
  • Um gato salta 5 vezes a sua altura
  • Um gato tem 11,6% mais ossos do que um ser humano
  • Um gato tem cerca de menos 23% de músculos do que um ser humano
  • Um gato tem mais vértebras na sua coluna do que um ser humano
  • Cada orelha de um gato tem 32 músculos, enquanto a de um ser humano apenas tem 6
  • Uma orelha de gato roda 180 graus
  • Um gato tem uma audição mais sensível do que os humanos ou cães
  • O campo de visão de um gato é cerca de 185 graus e a sua visão periférica é cerca de 285 graus
  • Um gatinho bebé abre usualmente os seus olhos por volta dos 7 a 10 dias de idade
  • Um gatinho começa a ouvir cerca das 2 semanas de vida
  • Um gato tem 80 milhões de células olfativas enquanto um humano tem apenas 20 milhões
  • Os olhos dos gatos existem em 3 formatos: redondos, epicânticos ou amendoados
  • Os gatos têm 24 vibrissas (bigodes)
  • Cada almofada de bigodes tem 4 filas
  • Os gatos têm 30 dentes, enquanto os cães têm 42 e os humanos 32
  • O maxilar de um gato não se movimenta lateralmente
  • Quando bebem, os gatos sorvem o líquido para trás com a língua
  • A cor dos olhos de um gatinho vai mudando à medida que o tempo passa
  • Os gatos domésticos ronronam ao mesmo tempo que expiram e inspiram
  • Os gatos têm 5 dedos nas patas da frente e 4 nas patas de trás
  • O gato mais pesado até hoje pesava 20 quilos (o peso médio de um gato doméstico é entre 3 e 4 quilos)
  • A temperatura normal de um gato é de 38ºC
  • Um gato inspira cerca de 20 a 40 vezes por minuto
  • Um gato pode correr a 50 km por hora
  • O pulso normal de um gato é 2 vezes mais rápido que o humano
  • Os gatos usam a cauda para manter o balanço
  • Cerca de 10% dos ossos do gato estão na cauda
  • A raça Ragdoll é a maior raça, enquanto a Singapura é a menor
  • Um gato normal é 4 vezes maior do que um de raça Singapura
  • refeição média de um gato é equivalente a 5 ratos
  • Os gatos foram domesticados há metade do tempo que os cães
  • Ronronar nem sempre é um sinal de felicidade: um gato pode ronronar quando está com dores
  • A gestação de uma gata dura 9 semanas
  • Uma gata fêmea pode atingir a sua maturidade sexual entre 6 a 10 meses de idade
  • Durante o período reprodutivo da vida de uma gata, uma fêmea pode ter mais de 100 gatinhos
  • Os gatos recebem um sentido de segurança pela voz do dono, por isso, deve-se ter atenção ao tom da voz (um gato percebe se estiver a gritar com ele, no entanto, isso não significa que ele se interesse)
  • Um gato com 10 anos de idade corresponde a 50 anos de vida humana
  • O tempo de vida médio de um gato doméstico é de 16 anos
  • O gato mais idoso até hoje foi um gato russo que morreu em 1939 um dia depois do seu 36º aniversário
  • Há um ditado que diz que quando um gato dorme com as 4 patas enroladas debaixo do corpo, vem aí muito frio
  • O gato era um animal sagrado no antigo Egito – matar um gato era punido com a morte
  • Os antigos egípcios foram o primeiro povo a domesticar os gatos
  • Os antigos egípcios rapavam as sobrancelhas como sinal da morte de um gato
  • O temperamento de algumas raças de gatos como o BengalaBirmanês ou Ocicat, entre outras, é semelhante ao do cão, estes gatos são mais propícios a treinos como o sentar, ir buscar, rebolar...
  • As famílias de gatos funcionam melhor em números pares, gatos e gatinhos devem ser adotados em pares, sempre que possível


    segunda-feira, 8 de setembro de 2014

    Porque que é que os gatos dormem tanto?


    Um gato passa cerca de dois terços, da sua vida, a dormir o que equivale a 16 horas, de sono, diárias. Este é, um dos mamíferos, que passa mais tempo a descansar, só sendo ultrapassado pelo gambá e por alguns morcegos.
    Quem convive com gatos observa, facilmente, que estes têm mais atividade, à noite, e maiores períodos de descanso, durante o dia. Contudo este facto pode ser explicado. Este felino, como tantos outros é um predador, programado para caçar, especialmente durante o período noturno. Os felinos de grande porte, como os leões, descansam durante o dia e perseguem, as suas presas, durante a noite.
    O gato, apesar de domesticado, não perdeu esta característica selvagem, até porque, os animais silvestres continuam a precisar de providenciar, as suas próprias refeições. É de notar que mesmo um gato a brincar revela instintos primitivos como esconder-se e, posteriormente “atacar” rapidamente. Para realizar todas estas ações, o pequeno felino descansa durante, o maior tempo possível.
    Um gato nem sempre está a dormir profundamente. É comum vê-los a dormitar com as patas junto ao corpo, mas de cabeça erguida ou mesmo sentados, posição em que os músculos estão contraídos, para suporte, do animal. Nestes casos, embora não pareça, o pequeno felino está pronto a responder rapidamente, a qualquer estímulo.
    Cerca de 70% do sono de um gato, não é profundo, sendo que este animal continua a captar informações, do ambiente que o rodeia, como cheiros e sons. Caso se aperceba de algo que lhe desperte a atenção, tal como o pequeno barulho de um rato ou cheiro a comida, o gato é capaz de acordar instantaneamente.
    Quando este animal esteve a dormir profundamente, o despertar tem semelhanças com o dos humanos. O pequeno felino irá bocejar, espreguiçar-se e piscar os olhos, repetidamente. Normalmente depois destas ações o gato ocupa-se com os seus cuidados de higiene. É neste tipo de sono que o animal relaxa completamente e até o funcionamento do seu cérebro muda.
    Os gatos, tal como a nossa espécie, também sonham, e é nestes períodos que tal acontece. Embora não existam provas concretas é facilmente percetível quando, durante o sono do animal, vemos as patas ou os bigodes a mexer ou, em casos extremos, a emissão de sons. O sono profundo de um gato dura, em média, 5 minutos. Depois deste tempo o felino pode voltar a dormitar e, mais tarde retomar o seu sono profundo.
    Os gatos, tal como os humanos, também se sentem mais preguiçosos em dias chuvosos ou de frio.

    Os pequenos felinos e o verão

    O clima de verão podem representar determinados desafios para um gato. Embora este animal tenha uma temperatura física mais elevada do que a da espécie humana (ronda os 39 graus), ele também sente calor. Como consequência deste facto, o gato fica mais tempo quieto e diminui a porção de comida ingerida, sendo, por isso necessária, uma maior atenção, ao animal, durante o Verão.
    Durante esta época, existem alguns cuidados que devem ser tomados.
    Primeiro é preciso perceber que certos parasitas, nomeadamente as pulgas, preferem temperaturas altas, épocas em que se alimentam e se reproduzem mais facilmente. Neste sentido, existe a necessidade de falar com um veterinário, a fim de definir um tratamento preventivo, especialmente quando o animal tem acesso ao exterior. Caso não seja tomada nenhuma medida de prevenção, a atenção deve ser redobrada, para que, no caso de infecção, seja efectuado um tratamento de desparasitação.
    Ao contrário do que a maioria acredita, um gato não está inteiramente protegido do sol, especialmente, animais de pelagem branca ou sem pelagem. É aconselhado que seja colocada uma pequena porção de protetor solar, no nariz e nas extremidades das orelhas.
    No Verão e caso seja necessário viajar, com o gato, num carro, é impensável deixa-lo sozinho. A temperatura extrema dificulta a respiração do animal, desequilibrando o seu metabolismo.
    Este processo pode trazer diversos malefícios, que podem ir até à morte. Quando é mesmo necessário deixar o animal dentro da viatura, esta deve ficar à sombra. Se possível, a temperatura do carro deve ter sido diminuída, através do ar condicionado e os vidros devem estar ligeiramente abertos. O tempo em que o gato fica sozinho deve ser o mais reduzido possível.
    Na estação mais quente do ano, o gato irá beber mais água, quer se trate de um animal doméstico ou de um silvestre. Esta acção impede que o pequeno felino fique desidratado.
    Quando um gato não consegue baixar a sua temperatura corporal, devido a temperaturas extremas, entra em intermação, que, pode ser fatal. Neste contexto, é importante conhecer os sintomas desta condição: olhar vidrado, respiração arfante, desequilíbrio, vómitos e língua roxa ou vermelha escura.


    No caso de um gato apresentar estes sinais, é necessário que seja visto, por um veterinário, o mais rápido possível. Enquanto tal não acontece, a temperatura, do animal, tem de ser reduzida. Para isso, deve ser colocada água fresca sobre o corpo do felino. Esta também deve estar disponível para o caso do animal querer beber.

    domingo, 7 de setembro de 2014

    Os maiores mitos sobre gatos que vai querer saber

    Ao longo da história, a reputação dos gatos foi mudando, passando de sagrados (para os egípcios) até seres demoníacos (na época em que este animal era queimado junto das supostas bruxas). Neste sentido, com o passar dos anos, foram criados mitos sobre esta espécie.
    A maioria das pessoas acredita que o gato odeia água. Contudo, a realidade é diferente, variando de animal para animal. Algumas raças, como o Turkish ou Maine Coon,são amantes de banhos sendo possível encontra-los em lagos ou rios ou, na falta destes, em banheiras ou pequenos depósitos de água. Porém, mesmo um gato sem raça definida, quando habituado desde pequeno, pode gostar de água.
    Outra crença que persiste é sobre o facto do pequeno felino ver ao escuro. Apesar do gato ter uma visão, no período nocturno, 10 vezes acima, da de um humano, é necessária a presença de uma pequena luz para que as células oculares reflictam a imagem, à retina.
    Algumas pessoas, inclusive na cultura portuguesa, acreditam que um gato preto pode trazer azar. Contudo, em outros países, como no Reino Unido ou no Japão, alguém se cruzar, na rua, com um animal, desta cor, é encarado como um bom presságio. Segundo alguns estudos, a informação genética que confere a cor preta, ao gato, está associada à imunidade do VIH dos felinos.
    A informação de que não é possível ensinar um gato, também está errada. Embora seja necessária mais paciência, este animal também consegue aprender regras e truques, tal como os cães.
    Ao contrário do que alguns pensam, o gato também se apega aos seus donos, criando fortes laços. Existem inúmeras provas como um caso, nos Estados Unidos, em que uma gatinha caminhou por 2400 quilómetros, em busca dos seus donos, que haviam mudado de casa.
    É importante perceber que um gato não tem 7 vidas, como se costuma dizer. Tal como todas as outras espécies, este animal só vive uma vez, e tem uma esperança média de vida de 15 anos, para animais domésticos e de 2 para gatos silvestres.
    Um gato não cai sempre de pé. Para que tal aconteça, o pequeno felino tem de estar a mais de 60 centímetros do local de aterragem, para que haja tempo para se virar. No entanto, quando a altura é demasiado elevada, o facto de cair de pé, não impede que aconteçam danos.
    Os gatos também não são interesseiros, simplesmente fazem o que lhes apetece e quando lhe apetece.
    Por outro lado também não transmitem asma, sendo a estirpe diferente da dos humanos. O ronronar não está associado a nenhuma deficiência respiratória, mas sim ao relaxamento e felicidade.

    A Visão dos Gatos


    A visão é um dos sentidos mais importante para nós, assim também o é para os gatos. Apesar de ter muitas características diferentes da visão do homem, é igualmente uma visão frontal, contrariamente aos coelhos que possuem uma visão lateral.
    Os gatos têm uma visão de 200 graus, amplamente superior à do ser humano, e o seu eixo de visão é também bastante diferente do nosso. Os pequenos felinos visualizam maioritariamente a parte inferior das coisas, os pés das cadeiras, das mesas e dos seres humanos. Para eles tudo é gigante. Este é um dos motivos porque os pequenos felinos adoram alturas e de trepar tudo para ficarem com uma perspectiva mais semelhante à do homem.
    Os gatos não conseguem ver a menos de 20cm de distância, por isso eles retiram a comida do prato e comem-na a uma certa distância. Contrariamente ao ser humano, os pequenos felinos levam a boca á comida e não a comida à boca.
    Na prática eles ajustam a comida a uma distância que consigam ver e depois agarram-na às cegas, apenas guiados pelo olfacto.

    Felizmente o seu cérebro compensa esta falta de visão a curta distância com uma precisão invulgar.
    Ao contrário da visão do ser humano, a visão dos gatos funciona como uma lente de uma máquina fotográfica. Quando o objecto focado é pequeno e está distante a visão do gato consegue fazer zoom e aproximar o objecto dando-lhe definição.



    Em termos de cores os pequenos felinos conseguem distinguir sem qualquer problema, mas o que lhes prende a atenção é o movimento. Se não tiver movimento certamente que tentará que se mexa dando-lhe pequenos toques com as patas.

    15 coisas que precisa de saber sobre gatos:

    1 – Os gatos não se julgam humanos, isso acontece com os cães. Os gatos pensam que os humanos são felinos.
    2 – Infelizmente não é possível ensinar um gato a atravessar a rua.
    3 – Se um gato vir algo a voar vai querer, de certeza, apanhar. É aconselhável ter redes nas janelas de casa.
    4 – Os gatos formam laços de amizade e amor entre si, com os humanos formam laços fortes de amizade.
    5 – Os gatos têm sangue do tipo A e B como os humanos.
    6 – O gato possuí na ponta do nariz uma impressão digital semelhante às dos humanos nos dedos. Esta impressão digital é única em cada gato.
    7 – Os gatos são animais bastante inteligentes. Como caçadores solitários que são, calculam, resolvem problemas e inventam formas de caçar para sobreviver.

    8 – Os gatos aprendem mais do que agem por instinto. Vão aprendendo por observação ou ensinados pela mãe a caçar e a usar a caixa de areia.
    9 – O xixi do gato brilha no escuro se lhe apontar uma luz ultravioleta.
    10 – A “erva de gato” ou catnip contém um óleo que deixa os pequenos felinos em transe. É possivel ver um gato a morder e a lamber as folhas enquanto dá pulos no ar e se rebola no chão.
    11 – Os pequenos felinos têm um orgão olfativo no céu da boca. Os gatos podem saborear os aromas com este orgão, por isso muitas vezes farejam e ficam algum tempo de boca aberta.
    12 – Os gatos são dos poucos animais que mostram o que sentem com as suas expressões faciais.
    13 – Os gatos transpiram pelas almofadinhas das solas das patas.
    14 – Os gatos têm excelente memória.
    15 – Os gatos utilizam o seu relógio biológico, a luz do Sol e o campo magnético da Terra para se orientarem. É fácil para um gato achar o caminho de volta a uma distância enorme graças a essas aptidões. Infelizmente não conseguem encontrar pessoas quando estão longe, eles não utilizam o faro.

    Fotos da Penelope







    quinta-feira, 2 de setembro de 2010

    NOTICIAS, FATOS E CURIOSIDADES


    LUXO PARA GATOS


    Uma empresa inglesa criou um hotel de luxo para gatos, com tudo o que de melhor se encontra, para que os gatos se sintam nas melhores condições que é possível durante a ausência dos donos.

    O hotel, pomposamente chamado «The Luxury Cat Hotel», fica situado em Welwyn Garden, no condado de Hertfordshire, um pouco a Norte de Londres, numa região estrategicamente escolhida por ser perto dos principais aeroportos da capital inglesa.

    Aos gatos, nada falta. Cada animal fica instalado num «chalé» climatizado, com música ambiente, decoração com temas que os donos podem escolher e até uma zona para fazerem exercício. Cada espaço é rodeado de árvores no exterior onde também existem aves em abundância, para delícia dos gatos que as observam através dos vidros. Dificilmente os animais ficam assim entediados durante a ausência dos donos, mas se isso não chegar, existe um serviço de massagens que garante a tranquilidade dos bichanos e o seu bem-estar.

    A alimentação é servida em bandeja de prata, a água é disponibilizada em louças cerâmicas, com um sistema que garante rotação permanente do líquido, por forma a que se encontre sempre na temperatura ideal. Para que nada falte, é ainda assegurada a vigilância 24 horas, por um segurança que faz rondas permanentes aos espaços dedicados aos animais.

    O menu, preparado no local, é composto por pratos variados que vão do atum fresco, a lombos de pescada, entre outras iguarias, que os donos do hotel garantem serem as mais indicadas para gatos.




    Gatos ronronam para manipular humanos, diz estudo

    Victoria Gill
    Da BBC News em Londres

    Os gatos usam um ronronar específico para influenciar e manipular humanos, de acordo com um estudo feito na universidade britânica de Sussex.
    Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Current Biology, ao contrário do ronronar normal, este outro incorpora um som com uma frequencia parecida com o de bebês humanos.
    Karen McComb, que liderou o estudo, disse que a pesquisa foi inspirada em seu próprio gato de estimação, Pepo.
    "Ele me acordava pelas manhãs com um ronronar realmente irritante", disse ela.
    "Descobri que outros donos de gatos também passam pela mesma coisa."
     Classificação
     McComb disse que esse tipo de som, ao contrário de fazer com que os gatos fossem expulsos, geralmente levava os donos a alimentarem os animais.
    Para descobrir o mecanismo de "manipulação", a equipe de pesquisadores treinou voluntários para gravar todos os tipos de ronronar de seus gatos.
    Os voluntários classificaram os sons emitidos pelos animais - alguns eram descritos como mais urgentes, enquanto outros foram classificados como mais agradáveis.
    A equipe então relacionou os sons específicos à classificação dada pelos voluntários. Os resultados sugerem que os ruídos mais "solicitantes" estavam relacionados ao ronronar de frequencia mais baixa.
    "Quando tocamos as gravações para outros voluntários, mesmo aqueles sem experiência de gatos consideraram o ronronar ‘solicitantes’ mais irritantes e urgentes", disse ela.
    "Os gatos conseguem produzir um ruído de baixa frequencia usando os músculos de suas cordas vocais, estimulando-as a vibrar", disse ela.
    "Acreditamos que eles aprenderam a exagerar dramaticamente isso quando sabem que vão gerar uma resposta humana", diz.
    Estudos anteriores já haviam apontado semelhanças entre o ronronar dos gatos de estimação com o choro dos bebês humanos.

    Gato sobrevive mais de um mês preso em contêiner na Escócia

    Um gato sobreviveu mais de um mês preso dentro de um contêiner industrial de cerca de seis metros de comprimento na Escócia.
    O animal, de Arbroath, no leste do país, se manteve vivo lambendo as gotas de água condensadas nas paredes do contêiner de metal.
    Quando o gato foi encontrado por um eletricista, ele estava desidratado e tinha a metade do peso normal, de 4 quilos.
    A dona do gato, Michelle Maher, de 24 anos, tinha colocado nas ruas vários cartazes pedindo informações sobre o paradeiro de Socks e havia realizado buscas. Ele desapareceu no dia 13 de maio e Mahler disse que chegou a pensar que o animal tinha sido atropelado por um carro.
    "Eu achei que ele não iria voltar mais. Eu pensei que o tinha perdido de vez e até arranjei um novo gatinho", afirmou.
    "Eu fiquei muito feliz ao vê-lo. No começo fiquei com medo de vê-lo porque não sabia em que estado estava mas ele está bem.
    "Está um pouco mais magro, mas vai se recuperar totalmente", disse a dona depois que o gato foi encontrado, no dia 16 de junho.
    Mahler disse que vai alimentar bem o animal e dar-lhe muito carinho.
    'Amistoso'
    O gato foi encontrado por acaso pelo eletricista Murray Ruston, que buscava itens estocados pela empresa D. Adam Company, em Arbroath.
    "Eu vi alguma coisa se mexendo no canto. Quando percebi que era um gato percebi imediatamente que ele deveria estar em dificuldade porque nenhum de nós tinha visitado estas instalações por pelo menos quatro semanas."
    "Ele estava realmente amistoso e se aproximou de mim, mas eu percebi como estava magro e fiquei preocupado. Então telefonei para a Cats Protection (Proteção de Gatos, uma ONG) e um voluntário veio depressa."
    Ruston disse que planeja visitar o gato que resgatou.
    Socks foi levado para um veterinário e recebeu soro. A coordenadora da Cats Protection em Arbroath, Sharyn Wood, disse que o veterinário considerou a sobrevivência do gato "um milagre".

     



    sábado, 6 de fevereiro de 2010

    sábado, 16 de janeiro de 2010

    VACINA

    Hoje vou levar o Pompom para sua primeira vacina.

    domingo, 13 de dezembro de 2009

    PERITONITE INFECCIOSA FELINA - PIF



    A peritonite infecciosa felina (PIF) é a principal causa infecciosa de morte nos gatos. Ocorre quando o gato reage inadequadamente ao coronavírus. Muitos gatos são simplesmente infectados, emitem (shed) o FCoV durante um ou dois meses, montam uma resposta imunitária, eliminam o vírus e vivem felizes para sempre
    O nome PIF é um pouco enganador: não se trata de uma inflamação do peritoneu (tecido interior que forra a cavidade abdominal), mas sim de uma vasculite(inflamação dos vasos sanguíneos). Os sintomas que o gato desenvolve dependem dos vasos sanguíneos danificados e também dos órgãos por eles alimentados.

    PIF húmida ou efusiva
    Esta é a forma mais grave da doença, em que  muitos vasos sanguíneos são gravemente danificados e há acúmulo de líquido no abdómen e no tórax. Quandos os vasos sanguíneos do abdómen são afectados, a barriga do gato incha devido à acumulação de líquido (ascite). Quando são afectados os vasos sanguíneos do tórax, dá-se uma acumulação de líquido no peito, que impede os pulmões de se expandir e dificultam a respiração do gato.


     É a forma mais crónica da doença. O gato normalmente tem sintomas vagos, tais como falta de apetite, perda de peso, pelagem com pouco brilho. Muitos gatos com PIF seca tornam-se ictéricos. Quando se olha para as pálpebras, estão amarelas. Se o nariz do gato é claro, também ele fica amarelo. Em muitos casos, aparecem marcas nos olhos, geralmente na íris (a parte colorida do olho, em torno da pupila) muda de cor e algumas partes podem ficar castanhas (ver fotos)
             


    (Agradeço à Sra. M. por esta fotografia.)
    Pode haver sangramento dentro do olho, ou aparecimento de depósitos brancos na córnea (a membrana transparente na superfície anterior do globo ocular).


    Para os veterinários: façam um exame de visão com um oftalmoscópio para detectar clarões de luz no vítreo (vitreous flare) ou oclusão da veia central da retina (retinal vessel cuffing) (ver foto em baixo).

     
    (Agradeço a John Mould por esta fotografia).
    Cerca de 12% dos gatos com PIF não-efusiva desenvolvem sintomas neurológicos: ataxia (desequilíbrio, descoordenação motora), podendo ter também tremores de cabeça, convulsões, o olhar pode deslocar-se em direcções diferentes sem focarem um ponto definido.

    No entanto, todos estes sintomas podem ser causados por outras doenças, por vezes com cura, e, por essa razão, é essencial efectuar um diagnóstico rigoroso.




    Diagnósticos da PIF – esta secção destina-se a cirurgiões veterinários
    A PIF é particularmente difícil de diagnosticar, já que outras doenças apresentam sintomas muito semelhantes. Só é possível obter um diagnóstico definitivo post mortem, ou ocasionalmente através de uma biópsia (porém, para que os resultados da biópsia sejam fiáveis, tem de haver uma inflamação piogranulomatosa visível, para a qual será necessário proceder a uma laparotomia). Apenas 18% das amostras enviadas para o nosso laboratório foram diagnosticadas como PIF. Visto que os gatos que se encontrem nestas condições são submetidos à eutanásia, torna-se absolutamente vital que a peritonite infecciosa felina seja diferenciada de outras doenças para as quais existe tratamento.


    Qualquer dos sintomas que se seguem devem alertá-lo para a possibilidade de que o seu gato desenvolva PIF:
    perda de peso
    febres recorrentes (geralmente detectadas quando o veterinário verifica a temperatura do gato)
    sem se alimentar devidamente
    o gato torna-se mais preguiçoso
    dilatação súbita do abdómen
    observe regularmente os olhos, com particular atenção a alterações na cor da íris (a parte colorida do olho, em torno da pupila) ou any cloudiness ou sangramento (olhe atentamente para os olhos do gato na secção PIF seca ou não-efusiva para saber o que deve procurar),
    dificuldades respiratórias (o gato respira pela boca);
    se o gato tem ataques ou convulsões
    se perde o equilíbrio, tornando-se descoordenado e por fim
    se altera a sua personalidade

    Os criadores de gatos devem estar atentos para os seguintes sinais:
    crias de diferentes tamanhos numa ninhada
    diarreia em crias com 5-7 semanas
    se espirrar ou tiver os olhos a chorar

    Lembre-se que todos os sintomas acima descritos podem ocorrer devido a outras doenças curáveis. Por isso, leve o seu gato ao veterinário para ser examinado e pense positivo. Cada oito em dez gatos, cujas amostras foram enviadas para o nosso laboratório para diagnóstico de PIF, acabaram por apresentar resultados negativos.

    CRIANDO GATINHOS ORFÃOS



    Achei um gatinho bebê, o que devo fazer?

    Essa é uma pergunta que muitas vezes me fazem.



    Infelizmente a crueldade em tirar da mãe filhotes muito pequenos, bebês incapazes de sobreviver sozinhos, é coisa comum de acontecer.  
     
    Por incrível que pareça, alguns humanos acham “uma maldade castrar seus animais”, mas não vêem maldade em abandonar à própria sorte ou até mesmo sacrificar, filhotes que não desejam.


    Por isso tantas pessoas encontram bebês gatos nas ruas.



    Se isso acontecer, antes de tudo, não entre em pânico.

    Se você dispõe de paciência, tempo, amor e determinação, você está apto a realizar esta trabalhosa tarefa. E acredite, a recompensa pelo trabalho no final é imensa.



    É trabalhoso sim, mas o período mais difícil, trinta dias iniciais de vida, é bem curto. 


    Passei por essa experiência antes de ser Veterinária. Por isso acho que conheço os dois lados do problema.  
     
    Hoje existem produtos no mercado, como leite em pó para gatinhos e mamadeiras próprias, que facilitam bem a tarefa, coisa que na época não havia. Era na base do improviso.

     
     O amor, lealdade e companheirismo são inesquecíveis e continuam comigo eternamente. Por isso digo que vale a pena!
     
    Se você encontrou um bebê gato, a primeira coisa a fazer é levá-lo a um veterinário assim que for possível. Ele irá examiná-lo, ver seu estado de saúde, calcular sua idade e orientar você a respeito dos cuidados, vacinas, etc.



    Se notar que o gatinho está muito desidratado,  não responde a estímulos, debilitado por não se alimentar há muito tempo, você pode dar  Pedialyte sem sabor, que se compra em qualquer farmácia, ou passar glucose de milho (Karo) na sua gengiva para elevar o nível de açúcar no sangue. Com isso você ganhará um tempo precioso para conseguir chegar ao veterinário mais próximo.  


    Se você já tiver outros gatos em casa, o gatinho deverá ficar de quarentena. Isso evitará que  ele passe, caso tenha, alguma doença para os gatos já existentes.


    A separação também evitará acidentes, já que ele é pequeno e indefeso. Os mais velhos podem considerá-lo uma ameaça, um estranho que invadiu seu território. É necessário um tempo de exposição lento e gradual, sob supervisão, para que se acostumem uns aos outros. Mas não nessa fase do pequeno.

    Providencie uma caixa de papelão forte. Se estiver em época de frio, forre com bastante jornal, toalhas velhas mas macias, cobertores velhos, etc. para deixá-lo aquecido. Isso é muito importante. O frio pode matar um filhote em pouco tempo. Se no lugar onde você mora faz muito frio, será necessário algum tipo de aquecimento, como uma bolsa de água quente colocada debaixo de toalhas. Mas por favor  CUIDADO, não é para assar os pequenos, mas sim aquecê-los. Cuidado com a temperatura. Calor em excesso também pode ser fatal.


    A caixa dos gatinhos deve ficar em local protegido de correntes de ar, calmo e com pouco barulho. Você pode colocar uma tolha por cima da caixa, deixando, é claro, uma abertura para a passagem e renovação de ar. A tolha manterá a caixa aquecida e no escuro, ajudando os pequenos a dormir.


    Se você tiver algum bichinho de pelúcia ou algodão, lavável, pode colocá-lo na caixa. Assim eles terão a sensação de estarem com a mãe e ficarão mais tranqüilos.

    Procure num bom Pet Shop por leite em pó específico para gatos e mamadeira. Em caso de emergência, até conseguir comprar o necessário, você pode improvisar com conta-gotas ou mesmo pequenas mamadeiras para bebês (chucas) tomarem chá ou remédio. Use leite para bebês, como o Nanon ou mesmo leite de vaca, mas isso por muito pouco tempo, já que esses tipos de leite causam diarréia.  

    Se onde você está não existe leite para gatinhos, você pode utilizar uma receita especial de suscedâneo:


    Receita do Suscedâneo:
     
    1 litro de leite Integral
    2 gemas
    2 colheres de sopa de creme de leite
    1 colher sopa de açúcar
    1 pitada de sal
     
    Modo de Preparo: 
     
    Bata as gemas, acrescente o leite e coloque a ferver.
    Quando estiver fervendo, coloque os demais ingredientes. Deixe esfriar.
     
    Dar a mamadeira a filhotes tão pequenos pode ser um grande desafio. Mas tenha calma e paciência. É tudo uma questão de tempo, prática e adequação para ambas as partes.
    O importante é que o filhote se sinta estimulado a mamar. No início não vai ser fácil, já que ele não irá reconhecer naquela coisa de borracha as tetas de sua mãe. Mas a fome e o instinto de sobrevivência sempre falam mais alto. Para que ele não desista de sugar o bico da mamadeira, o tamanho do furo é muito importante. Se for muito pequeno ele se cansará logo e desistirá de mamar. Mas também não pode ser tão grande que ele se engasgue.



    Se o gatinho se recusar a mamar, tente mudar a posição da mamadeira, do bico na boca, mude a posição do gatinho, até descobrir a forma que dá mais certo. 


    Se depois de tudo, ele continuar a se recusar, procure a ajuda de um veterinário
    .
    Fique atento à quantidade que o gatinho mama e se perde peso. Eles devem mamar com intervalos regulares, que vão se espaçando a medida que crescem. Com 4 semanas, época do desmame, eles mamam apenas 2 vezes ao dia, já que comem papinha além da mamadeira.


    Com 3 semanas você pode iniciar o processo de desmame. Geralmente não é difícil e os pequenos gostam de experimentar novos sabores. Acrescente ao leite, um pouco de sopa de bebê, batida no liquidificador. 


    Essa sopa é feita com legumes variados, carne branca de frango, um cereal (arroz, aveia, ou outro), um pouquinho de sal. Deixar cozinhar bem e depois de frio bater no liquidificador até ficar homogêneo. Ofereça morna.


    Com 4 semanas ofereça a sopinha num pires, em pouca quantidade. Eles vão se sujar, mas estão aprendendo a comer sozinhos, e isso é ótimo pra você!


    Após a festa, limpe-os com pano úmido em água morna, seque-os bem para que não sintam frio.

    Outro ponto importante é a higiene. Você certamente não irá gostar, mas terá que substituir a mãe nessa tarefa também. Quando muito pequenos, os gatinhos só evacuam e urinam quando estimulados pelas lambidas da mãe, quando esta os lava após as mamadas. Calma, você não precisa lambê-los! Um algodão embebido em um pouquinho de água filtrada  morna já faz o serviço. Aproveite para limpá-los de resíduos de leite, fezes e urina, para que o local onde dormem e passam todo o tempo esteja sempre limpinho. Troque regularmente toalhas, jornais, etc.


    Até abrirem os olhos, por volta de 10 dias, os gatinhos costumam produzir muito pouca fezes. Mas se não fizerem nada por mais do que dois dias, procure a ajuda do veterinário.


    Com 3 semanas de idade, você pode fazer aos pequenos a primeira apresentação a uma caixa sanitária. Utilize uma caixa baixa e pequena, coloque um pouco de granulado sanitário e deixe que explorem a caixa. Se puder coloque um pouquinho das  “necessidades” na caixa, isso irá ajudar na aprendizagem. O instinto de enterrar na areia é natural e não precisa ser ensinado.


    O período de 2 a 7 semanas é muito importante para a socialização. O contato positivo com humanos diferentes nessa fase, fará com que o gato cresça amistoso.